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TEMPOS DECISIVOS

Um falso apóstolo sobe a montanha e faz revelações pelas redes sociais, exibindo uma ridícula língua estranha mais do que fajuta. Em seguida aparece num motel com um rapaz, com fumaça de cigarros e nu. E a serva de Satanás, que exibe as imagens afirma: "Mundo gospel, estamos contemplando as suas mentiras. Pregam e não vivem." A seguir o dito apóstolo aparece, sem desmentir o ocorrido.

 

Um casal de pastores (homem e mulher), residentes num condomínio de luxo, foram presos, acusados de participarem de uma rede de lavagem de dinheiro do PCC (grupo criminoso), em que sete igrejas foram abertas para que o dinheiro fosse legalizado. Ninguém negou a notícia.

 

Filho da cantora e pastora condenada que matou o marido pastor, foi pego em filme com rapazes na cama. Agora, exposto, tenta justificar o ocorrido diante de seus seguidores.

 

Num retiro denominacional antigos pastores, de postura conservadora, incentivam os jovens a não mais usarem roupas formais, a inovarem mesmo, a buscarem a modernidade e a transformarem o culto numa grande reunião "antenada".

 

O grande evento pentecostal do sul do país, onde pregadores itinerantes pentecostais foram lançados, foi devassado e descobriu-se que pagavam para aparecer, comercializando as indicações: pagam um tanto e fecham agendas para o ano, rendendo dez vezes o que investiram.

 

Outra igreja, de performance pentecostal, com gente ostentando uma espiritualidade gigantesca, passa por tremenda crise, expondo coisas que escandalizariam aos mais consagrados cristãos.

 

Uma fanqueira catarinense, do chamado "Proibidão", com performances, músicas e palavras depravadas ao extremo, declara que serve a Jesus Cristo e que possui uma fé inabalável. Um outro casal, em conflito público, gente que aparece nesses confinamentos televisivos, denunciam práticas as mais esdrúxulas e afirmam ser evangélicos.

 

Uma canção muito conhecida das igrejas, que fala sobre imagens de Cristo, foi produzida para a amante do autor, que se propagou como grande sucesso de época. Essa música foi regravada por inúmeros ícones da música gospel.

 

Um satanista muito popular nas redes sociais, que participa de inúmeros podcasts e publica centenas de vídeos; conhece o evangelho, a prática das igrejas e explica as performances de grandes embusteiros da fé, dizendo que aquilo não passa de fraude, de mentira, que não há nenhum espírito; ao mesmo tempo cospe em Cristo, rindo da Bíblia. E muitos cristãos estão seguindo esse satanista! 

 

O que é isso? Todo mundo tornou-se gospel e abandonou Jesus do lado de fora do coração? Não há mais material autêntico no meio do cristianismo evangélico? Não falo do romanismo, pois são bases diferentes de fé, cuja ética e prática não estão baseadas na interpretação do Novo Testamento. Os evangélicos sim, mas estão tão secularizados que chegam a escandalizar até os romanistas!

 

Desde que o telemóvel e as redes virtuais surgiram em nossas vidas, o pecado, o mal e a iniquidade propagaram-se de forma astronômica. As congregações secularizaram-se e a vida quase que acabou. Lembro-me quando recebi a Jesus no coração: naquele culto eu vi gente diferente, com vida alternativa, com um comportamento límpido, cristão e santo. Hoje, além de estarem todos irmanados na mesma rede de comunicações, não há mais limpidez, cristianismo ou santidade. Tudo virou motivo de riso, de piada ou de análise em podcasts, até as experiências com Deus. A fé tornou-se entretenimento. Grandes pastores exibem as deficiências de sua fé: não creem em inferno, não legitimam o casamento como "até que a morte os separe", não têm certeza de que a Bíblia é inerrante, aceitam crendices judaicas como "Lilith", a suposta 1a. esposa de Adão...

 

Isto me faz repensar o meu papel de criador de mídias cristãs. Estou há alguns dias sem postar nada e, exceto por raras exceções, não fiz falta alguma para a maioria dos que recebem os meus textos ou as minhas mídias. Há um excesso de tudo, por toda parte, recebido e reenviado por inúmeras pessoas. A fé tornou-se entretenimento e perdeu o encanto. Virou um papel de embrulho com uma caixa vazia. E tenho me sentido incomodado com tudo isso. Até que ponto contribuo com essa banalização? Envio conteúdo fundamentado na Palavra, mas sem nenhuma demanda por parte dos que recebem.

 

Exceto em projetos pontuais (minhas participações radiofônicas, textos como esse e algumas outras exceções) não tenho mais me sentido feliz com envios sem um propósito localizado. Há poucos dias uma pessoa me ligou no whatsapp e quando eu atendi ela disse: "Perdoe-me; eu estava apagando o lixo do meu whatsapp e ao invés de deletar o seu eu liguei". Ou seja, o que envio é lixo e vai pra lixeira, irrelevante. Inúmeros contatos orientaram as suas identidades a considerar tudo como MENSAGENS TEMPORÁRIAS, que somem em 24 horas, inclusive as minhas. Eu conclui que não é assim que devo tratar as coisas que o Senhor tem me concedido.

 

Quero falar de Jesus, de sua vinda, vida, morte, ressurreição e regresso. Quero falar ao pecador sobre os seus pecados e a eficácia do evangelho, porque o evangelho da bíblia não mudou; o que mudou foi esse evangelho de redes sociais, que invadiu congregações, púlpitos e nossas mídias.

 

Não, senhores. O tempo é decisivo e Jesus Cristo está voltando.

 

Preparemo-nos e não deixemos de falar de Cristo com seriedade.

 

Seriedade é tudo e continuarei a ser sério na apresentação do meu Senhor. Obrigado a quem sempre considerou as minhas publicações relevantes.

 

Não falta muito para o regresso do Senhor.

 

Ora vem, Senhor Jesus!

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